Jundiaí é a primeira cidade do Estado a descentralizar Farmácia de Alto Custo e prepara atendimento mais ágil
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Levar documentos, aguardar a análise do pedido e acompanhar o resultado são etapas que fazem parte da rotina de muitos pacientes que dependem de medicamentos de alto custo disponibilizados pelo Governo do Estado. Em breve, esse caminho será mais ágil – e Jundiaí será pioneira neste processo.
O município foi escolhido como a primeira cidade paulista a integrar um novo modelo de descentralização da Farmácia de Alto Custo, uma iniciativa que permitirá o abastecimento direto pelo Estado e digitalização de processos que antes dependiam de trâmites presenciais.

“Estamos falando de uma transformação que aproxima o serviço dos pacientes, moderniza os processos e cria condições para um atendimento mais ágil, eficiente e transparente. Jundiaí ser o primeiro município do Estado a participar desse novo modelo é um reconhecimento da capacidade técnica da nossa equipe, do trabalho desenvolvido ao longo dos anos e da qualidade da assistência prestada à população”, destaca o secretário de Promoção da Saúde, Flávio Amorim.
O que vai mudar na prática?
Até então, Jundiaí estava vinculada ao polo estadual de Campinas, para onde eram encaminhados os processos e de onde os medicamentos eram retirados semanalmente. Nessas viagens, também retornavam os pedidos que haviam sido negados pelos auditores estaduais, muitas vezes por falta de documentos ou informações que precisavam ser corrigidas.
Com a descentralização, o Estado passará a abastecer diretamente a Farmácia de Alto Custo de Jundiaí, a partir de envio mensais de remessas. Para viabilizar a autorização de pedidos, o município aderiu à plataforma Remédio SP, que permite a análise digital dos processos. Embora a auditoria continue sendo realizada pelo Governo do Estado, as pendências e devolutivas passam a ser comunicadas de forma mais rápida, evitando deslocamentos da equipe e facilitando o acompanhamento dos pedidos.

O pequeno Davi Lucas, de 10 meses, depende de uma fórmula especial de leite para o tratamento da alergia à proteína do leite. Cada lata custa cerca de R$ 300, um valor que pesa no orçamento da família. Antes, pedidos como esse podiam levar entre 40 e 60 dias para serem concluídos. Com o novo fluxo de atendimento, a solicitação passou a ser analisada em um prazo muito menor, garantindo rapidamente o fornecimento de dez latas, essenciais para a continuidade do tratamento.
“Para nós foi muito importante, porque não temos condições de arcar com esse custo e ele precisa da fórmula para se alimentar. A resposta veio muito mais rápido”, relatam os pais, Andressa Pedrosa, 36 anos, e Samuel Sousa Piraí, 34.

É importante destacar que o fornecimento e a gestão dos estoques dos medicamentos continuam sendo de responsabilidade do Governo do Estado. A descentralização altera a forma como os processos são analisados e os medicamentos são distribuídos aos municípios, mas não interfere na disponibilidade dos itens na rede estadual. Os processos que já estão em andamento vinculados à Campinas, permanecerão sem alteração por até 6 meses, iniciando na nova modalidade no momento da renovação.
Anote aí
Apesar dos avanços tecnológicos, a apresentação correta da documentação continua sendo fundamental para a agilidade do processo. Para evitar retrabalho e garantir a análise dos processos em tempo oportuno para quem está sendo atendido e também para quem aguarda, os pacientes devem apresentar:
Cópia de documento de identidade válido;
Cópia do Cartão Nacional de Saúde (Cartão SUS);
Cópia de comprovante de endereço recente em Jundiaí.
A Farmácia de Alto Custo de Jundiaí fica na rua Marechal Deodoro da Fonseca, 836. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 7h às 16h, com distribuição de senhas até 15h30.
O WhatsApp da unidade é o (11) 4431-6558.












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