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Espetáculo sinfônico “Mozart Metallica” estreia em outubro, no Polytheama

há 8 horas
2 min de leitura

O que há em comum entre um compositor do século XVIII e uma banda de metal norte-americana criada nos anos 80? O que há em comum entre o gênio de Salzburgo e o thrash metal de Los Angeles?


Mais de 225 anos separam o nascimento de Mozart da formação da banda Metallica. São 225 anos de distância, mas zero de diferença na intensidade.

À primeira vista, ambos podem ser vistos como representantes de gêneros musicais radicalmente distintos. Porém, olhando-se mais de perto — ou, no caso, escutando com mais atenção — percebe-se uma proximidade, em termos musicológicos e de expressão, entre a produção de Mozart e a produção da banda Metallica.


Ao menos é o que argumentam os autores de “Mozart to Metallica: A Comparison of Musical Sequences and Similarities” (tradução livre: “De Mozart a Metallica: Uma Comparação de Sequências Musicais e Similaridades”). No estudo em questão, Stuart Cunningham, Vic Grout e Harry Bergen utilizam softwares para analisar as diferenças e similaridades entre a música de concerto e o rock.


O resultado: o rock é mais próximo da música clássica do que as obras de música clássica são entre si. Isso pode ser interpretado de duas formas: 1) o gênero música clássica possui mais diversidade; e/ou 2) a música popular, especialmente o rock, utiliza técnicas clássicas em sua criação, que influenciam sua estrutura.


Provas disso são as explicações de Paul McCartney (Beatles) e Jimmy Page (Led Zeppelin) sobre suas inspirações para as introduções das músicas “Blackbird” e “Stairway to Heaven”, que tentam “imitar” ou fazer uma outra versão da “Bourrée em Mi Menor”, de Johann Sebastian Bach, “o pai de todos os músicos”.


“Mozart Metallica” propõe um choque de eras que prova ser a música uma linguagem universal. Por meio de uma análise musicológica profunda e de performances vigorosas, o espetáculo busca demolir a hierarquia artificial que separa o “erudito” do “popular”.


Um concerto para puristas e headbangers descobrirem que a melhor música é simplesmente aquela que nos persuade, como diz Alex Ross em sua obra “Escuta Só — Do Clássico ao Pop”: “a melhor música é a que nos persuade de que não existe outra no mundo”.


Com “Mozart Metallica”, convidamos fãs de música clássica e fãs de rock e metal, ou mesmo curiosos, a se unirem e compartilharem essa noite de sincretismo entre música clássica e metal.


O espetáculo será apresentado pela primeira vez em Jundiaí, no Teatro Polytheama, no dia 24 de outubro, às 20 horas. Os ingressos podem ser adquiridos pela plataforma Sympla, a partir de R$ 60.




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