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Após tosse, hospital interrompe processo de confirmação de morte encefálica de jogador do sub-20 do Bragantino


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Os procedimentos e exames para confirmar se o jovem tem atividade cerebral foram iniciados na tarde de terça-feira (4). Segundo a unidade de saúde, a decisão de interromper esse protocolo ocorreu após um reflexo de tosse apresentado pelo paciente após ser retirado da sedação.


“Por isso, o jovem seguirá com sedação e ventilação mecânica, uso de noradrenalina e otimizado antibióticos para evitar infecções”, disse o hospital, em nota. Ainda de acordo com a equipe médica, caso o atleta não apresente mais nenhum reflexo, o protocolo será reaberto.


O Conselho Federal de Medicina define como obrigatórios os seguintes procedimentos para determinação da morte encefálica:


  • dois exames clínicos que comprovem a ausência de percepção e a falta de funcionamento do tronco encefálico;

  • teste que confirme ausência de movimentos respiratórios após estimulação máxima; e

  • exame complementar que comprove ausência de atividade encefálica.


“A equipe do Hospital Municipal está comprometida em oferecer respaldo e acolhimento dos familiares, para que todos acompanhem de perto todo atendimento prestado ao jovem”, diz o texto.


Situação inédita, diz diretor de hospital


Durante a madrugada, a equipe médica retirou a sedação do atleta, que respirava 100% com a ajuda de aparelhos.


O diretor técnico do hospital afirmou que, em 41 anos de profissão, nunca viu uma situação como essaporque, apesar de fazer parte do protocolo, o mais comum é que, a partir do início da retirada da sedação, o quadro evolua a óbito - o que ainda pode acontecer, considerando que o estado de saúde é gravíssimo.


O acidente


Pedro Severino foi socorrido após se envolver em um acidente de trânsito no km 127 da Rodovia Anhanguera, em Americana, na manhã de terça-feira (4). Ele estava no banco do passageiro e teve traumatismo craniano com a batida.


Pedro Castro, também jogador do sub-20 do Bragantino, estava no banco de trás, sofreu ferimentos leves e já recebeu alta.

O carro era conduzido por um motorista profissional, que não se feriu e disse, em depoimento à Polícia Civil, que dormiu ao volante no momento da colisão.


Fonte: G1

 
 
 

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